Rotinas Equipe
Orientações anestésicas para cirurgias pediátricas urológicasOrientações anestésicas para cirurgias pediátricas urológicas
Dra. Rosa Ávila
Anestesista chefe Equipe Dr. Antonio Macedo Jr
Meu filho vai ser operado. Como será a cirurgia? E a anestesia? São seguras? Ele vai acordar logo? E o jejum? Estas questões são muito comuns nas famílias cujas crianças necessitam de procedimentos anestésico-cirúrgicos.
Uma vez indicada a cirurgia e, geralmente após a avaliação pelo Pediatra, outro especialista contacta os pais e, às vezes, até as próprias crianças para uma avaliação pré-anestésica.
Trata-se de uma conversa, freqüentemente pelo telefone, aonde se deve dirimir dúvidas preliminares. Se necessário, esta consulta pode ser feita pessoalmente.
O teor da conversa:
1- São conferidas data, horário da cirurgia, idade da criança e o nome do procedimento. O anestesista também pergunta sobre outras doenças associadas à atual e experiências anteriores com anestesia na mesma criança e na família.
O dia da cirurgia.
A que horas devemos chegar ao Hospital de escolha?
O ideal é que se chegue com pelo menos 2 horas de antecedência para a internação. Deve-se levar junto todos os exames realizados durante a investigação diagnóstica.
O jejum .
O tempo de jejum para sólidos e líquidos é diferente na criança e no adulto. Cada caso é orientado pelo médico anestesista, na dependência da idade da criança e do horário da cirurgia.
O motivo do jejum: a anestesia geral, e também uma mera sedação, bloqueiam os reflexos normais da deglutição. Se houver qualquer conteúdo gástrico e este retornar à boca, poderá ser aspirado para os pulmões, e causar um quadro grave denominado pneumonia aspirativa.
O calmante.
Crianças com cerca de 6 meses ou mais de idade, com freqüência recebem um medicamento com propriedades amnésticas, relaxantes e sedativas, para diminuir ou até suprimir o trauma decorrente da separação dos pais quando adentrar ao centro-cirúrgico (local aonde deve ser realizada a operação).
Posso entrar com meu filho no centro-cirúrgico (CC)?
Alguns Hospitais americanos permitem que a criança seja acompanhada pela mamãe até que perca a consciência. Nos grandes Hospitais de São Paulo é permitida a entrada durante alguns exames diagnósticos. PORÉM, NO CC, A ENTRADA ESTÁ RESERVADA APENAS PARA OS MÉDICOS E PESSOAL DA ENFERMAGEM.
A anestesia.
O tipo de anestesia que o paciente vai receber depende de muitos fatores e é esclarecido durante essa conversa com o médico anestesista. Todas as crianças porém recebem anestesia geral antes de qualquer outro procedimento doloroso, como uma simples punção venosa e a realização da anestesia peridural.
A duração da cirurgia.
Cada cirurgia tem uma duração mais ou menos prevista. Esse dado deve ser conferido com o cirurgião. Porém, durante todo o procedimento é nosso hábito manter os pais plenamente informados das principais etapas da anestesia e da cirurgia, por telefone. O anestesista não sai da cabeceira do paciente em nenhuma hipótese.
A recuperação.
Quando termina a cirurgia, termina também a anestesia. A criança é encaminhada à sala de recuperação pós-anestésica (RPA), aonde um dos pais são convidados a entrar e acompanhar a recuperação. O tempo de permanência na RPA varia de acordo com o paciente e a duração da cirurgia. Lá a criança recebe oxigênio e analgésicos adicionais, se for necessário. O paciente é dispensado para o quarto com os pais quando estiver aquecido e sem dor.
Uma vez terminada a conversa telefônica com o médico anestesista, quaisquer outras dúvidas podem surgir e abre-se então uma nova oportunidade para dirimi-las.
Lembre-se: todas as dúvidas são pertinentes e é importante esclarecê-las para estabelecimento de um vínculo sólido entre seu médico e você. Só a confiança traz bons resultados.
Orientções durante a internação hospitalarOrientação durante internação hospitalar
Hospital
Os casos cirúrgicos são operados preferencialmente nos Hospitais Albert Einstein e Sao Luiz Morumbi. A internação é feita geralmente 2 horas antes da cirurgia. O jejum deve ser de no mínimo 6 horas em geral e 4 horas para bebês que estejam em amamentação materna exclusiva. Rotineiramente a Dra. Rosa Ávila, anestesista chefe da equipe entra em contato por telefone com a família na noite da véspera da cirurgia para esclarecimentos do jejum e dúvidas relacionadas com a anestesia.
O que levar
Levar todos os exames (fotos e rx) e a pasta “azul” com as orientações gerais e lista de contatos e telefones dos membros da equipe. Levar roupas leves para o paciente sem se preocupar com alimentos
Visitas pós-operatórias
O Dr. Sergio Otoni é o primeiro assistente da equipe e assume responsabilidade importante no acompanhamento clínico no pós-operatório no hospital.
As visitas após a cirurgia são diárias e independentes entre os membros da equipe, o que garante a certeza de várias avaliações todos os dias. Em geral um membro clínico do hospital (pediatra) avalia pela manha, o Dr. Macedo visita no decorrer do dia e o Dr. Sérgio faz a visita noturna. O contato entre a família e equipe é feito diretamente e quando for necessário, dispondo-se de todos os telefones celulares e bipes dos membros da equipe.
A Enfermeira-chefe da equipe Maria José Felizardo visita os pacientes no hospital para coordenar o trabalho das enfermeiras locais no tocante a cuidados, curativos e orientações, assim como esclarecer as dúvidas da família sobre como deverão proceder em casa.
Alta hospitalar
As altas são dadas com a máxima segurança, sendo que o paciente mantém contato permanente com os membros da equipe no intervalo entre a alta hospitalar e o retorno no consultório com o Dr. Macedo.





